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quarta-feira, 26 de abril de 2023

A Liberdade vista pelos olhos dos alunos do 7ºA1

Aquando da atividade “Muro da Gentileza”, nós, alunos da turma 7A1, escolhemos trabalhar e compreender, para colocar em prática, o “valor”- LIBERDADE.

 

Foi assim que o poema “Liberdade”, de Lúcia Helena Galvão, nos chegou às mãos. O texto foi lido e analisado na aula de Português e a sua leitura expressiva foi preparada e gravada na aula de Leitura Recreativa. Nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento elaboramos um guião e, posteriormente, filmamos a nossa interpretação do poema. Finalmente, na aula de Tecnologias de Informação e Comunicação, realizamos o filme.

 

Esperamos que gostem. Sejam LIVRES, sempre!



terça-feira, 3 de maio de 2022

Momento de poesia - 5ºC1

 

No âmbito da Leitura Recreativa, a aluna Joana Sousa aceitou o desafio de realizar um poema a partir de um texto narrativo, no caso A menina do mar. Posteriormente, o aluno Dinis Sousa combinou com a Joana fazer um acompanhamento à guitarra. E este foi o resultado. Parabéns aos dois!




domingo, 10 de abril de 2022

DESAFIO - "Um Poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!"

 DIA 21

E assim se passaram, 21 dias de poemas que foram surgindo com o contributo de muitos, em português, em inglês, em francês, para ler, para ouvir, para cantar, com imagens, em vídeo ou simplesmente texto. Cada um com o seu mistério, com o seu encantamento, mais simples ou mais complexo. Hoje para encerrar este desafio falamos de amor… o amor que tudo move, tudo pode e tudo cura, o amor que na sua ausência tanto estrago faz, o amor que é simples, mas não é fácil!

Obrigada a todos pela participação neste desafio, isso só faz sentido com todos e para todos!

Despedimo-nos com 6 interpretações diversas do poema Amar de Florbela Espanca.  

Amar!

 

Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar: Aqui... além...

Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente

Amar! Amar! E não amar ninguém!

 

Recordar? Esquecer? Indiferente!...

Prender ou desprender? É mal? É bem?

Quem disser que se pode amar alguém

Durante a vida inteira é porque mente!

 

Há uma Primavera em cada vida:

É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

 

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder... pra me encontrar...

                                                                                        Florbela Espanca


                                                                    Na Voz de Miguel Falabella

                                                                         Interpretação de Selma Reis 

                                                             Pelo músico e cantor Marcos Assumpção 

                                                                                             Por Leona Cavalli

                                                                                            Interpretação de Valéria 


                                                                                          Interpretação de D'ALMA 


sábado, 9 de abril de 2022

DESAFIO - "Um Poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!"

 DIA 20

Dia 20: Poesia e filosofia de mãos dadas nos mergulham na alma, através do grande Agostinho da Silva, e tudo revolucionam, assim o permitamos… e quanta libertação daí pode surgir, libertação do “mesmismo”, da rotina, do “inadiável” que sufoca e oprime….

 

Queria que os Portugueses

Queria que os portugueses

tivessem senso de humor

e não vissem como génio

todo aquele que é doutor

 

sobretudo se é o próprio

que se afirma como tal

só porque sabendo ler

o que lê entende mal

 

todos os que são formados

deviam ter que fazer

exame de analfabeto

para provar que sem ler

 

teriam sido capazes

de constituir cultura

por tudo que a vida ensina

e mais do que livro dura

 

e tem certeza de sol

mesmo que a noite se instale

visto que ser-se o que se é

muito mais que saber vale

 

até para aproveitar-se

das dúvidas da razão

que a si própria se devia

olhar pura opinião

 

que hoje é uma manhã outra

e talvez depois terceira

sendo que o mundo sucede

sempre de nova maneira

 

alfabetizar cuidado

não me ponham tudo em culto

dos que não citar francês

consideram puro insulto

 

se a nação analfabeta

derrubou filosofia

e no jeito aristotélico

o que certo parecia

 

deixem-na ser o que seja

em todo o tempo futuro

talvez encontre sozinha

o mais além que procuro.

 

 Agostinho da Silva, in 'Poemas'

 

Vida

Três votos fará aquele

que não ser tolo decida

e venha deles primeiro

o de obediência à vida

 

será o segundo a vir

o de não querer ser rico

o muito passe de largo

o pouco lhe apure o bico

 

não violar-se a si próprio

como principal o veja

alto ou baixo gordo ou magro

assim nasceu assim seja.

 

Agostinho da Silva, in 'Poemas'

 

Sonho

Teria passado a vida

atormentado e sozinho

se os sonhos me não viessem

mostrar qual é o caminho

 

umas vezes são de noite

outras em pleno de sol

com relâmpagos saltados

ou vagar de caracol

 

quem os manda não sei eu

se o nada que é tudo à vida

ou se eu os finjo a mim mesmo

para ser sem que decida.

 

Agostinho da Silva, in 'Poemas'

 

Escolher a Felicidade

Nem paz nem felicidade se recebem dos outros nem aos outros se dão. Está-se aqui tão sozinho como no nascer e no morrer; como de um modo geral no viver, em que a única companhia possível é a daquele Deus a um tempo imanente e transcendente e a dos que neles estão, a de seus santos. Felicidade ou paz nós as construímos ou destruímos: aqui o nosso livre-arbítrio supera a fatalidade do mundo físico e do mundo do proceder e toda a experiência que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podemos transformar em positiva. Para o fazermos, se exige pouco, mas um pouco que é na realidade extremamente difícil e que não atingiremos nunca por nossas próprias forças: exige-se de nós, primacialmente, a humildade; a gratidão pelo que vem, como a de um ginasta pelo seu aparelho de exercício; a firmeza e a serenidade do capitão de navio em sua ponte, sabendo que o ata ao leme não a vontade de um rei, como nos Descobrimentos, mas a vontade de um rei de reis, revelada num servidor de servidores; finalmente, o entregar-se como uma criança a quem sabe o caminho. De qualquer forma, no fundo de tudo, o que há é um ato de decisão individual, um ato de escolha; posso ser, se tal me agradar, infeliz e inquieto.

 

Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'

sexta-feira, 8 de abril de 2022

DESAFIO - "Um Poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!"

 DIA 19


PÁSCOA

Um dia de poemas na lembrança

(Também meus)

Que o passado inspirou.

A natureza inteira a florir

No mais prosaico verso.

Foguetes e folares,

Sinos a repicar,

E a carícia lasciva e paternal

Do sol progenitor

Da primavera.

Ah, quem pudera

Ser de novo

Um dos felizes

Desta aleluia!

Sentir no corpo a ressurreição.

O coração,

Milagre do milagre da energia,

A irradiar saúde e alegria

Em cada pulsação.

Miguel Torga, in Diário XVI

 

PÁSCOA NA ALDEIA  

Minha aldeia na Páscoa…

Infância, mês de Abril!

Manhã primaveril!

A velha igreja.

Entre as árvores alveja,

Alegre e rumorosa

De povo, luzes, flores…

E, na penumbra dos altares cor-de-rosa .

Rasgados pelo sol os negros véus.

Parece até sorrir a Virgem-Mãe das Dores.

Ressurreição de Deus! (…)

Em pleno azul, erguida

Entre a verde folhagem das uveiras.

Rebrilha a cruz de prata florescida…

Na igreja antiga a rir seu branco riso de cal.

Ébrias de cor, tremulam as bandeiras…

Vede! Jesus lá vai, ao sol de Portugal!

Ei-lo que entra contente nos casais;

E, com amor, visita as rústicas choupanas.

É ele, esse que trouxe aos míseros mortais

As grandes alegrias sobre-humanas.

Lá vai, lá vai, por íngremes caminhos!

Linda manhã, canções de passarinhos!

A campainha toca: Aleluia! Aleluia! (…)

Velhos trabalhadores, por quem sofreu Jesus.

E mães, acalentando os filhos no regaço.

Esperam o COMPASSO…

E, ajoelhando com séria devoção.

Beijam os pés da Cruz.

Teixeira de Pascoaes

 

QUEM

Não sei como se ressuscita

no terceiro dia

de cada sílaba

nem se há palavra para voltar

do grande rio do

esquecimento.

Não sei se no terceiro dia

alguém me espera. Ou se

ninguém.

Em cada poema levanto a pedra

em cada poema pergunto quem.

 

Manuel Alegre

 

quinta-feira, 7 de abril de 2022

DESAFIO - "Um Poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!"

 DIA 18


 

"A vida tem uma capacidade assustadora de

te surpreender.

De te tirar o chão quando o achas suficientemente firme...

E tu mudas...

As prioridades

mudam...

Ou mudas ou és engolido pela vida...

Cais no poço que ela te cava...

Hoje tudo te chega...

Amanhã quase tudo te falta.

Tanto és alegre e satisfeito com o que tens , como num repente, descobres que já não chega.

Que precisas te dedicar.

De te comprometer com o "ter"

Porque a prioridade já não és só tu.

E mudas...

Mudas tanto que esqueces de ti mesmo...

Ou não...

No fundo o sentimento egoista de dizer que tudo fizeste.

Quando a consequência é não estares lá para te dares.

E a vida avança...

E tropeças e levantas!!

De novo o que era o que devia ser , já não o é!!

Ultrapassado de novo pela direita.

O que era certo e confortável, deixou de o ser.

Redescobres que a vida existe!!

Que te foge como o tempo que parece não ser suficiente para tudo.

E mudas...

Deves mudar antes que o tempo que te foge, não te deixe espaço no tempo para o fazeres!!"

Autor desconhecido

 



Remando

Rotina rude romeiro rotas roupas:

Remar, rumar, rimar.

 

Remando rompe rios,

Repara relvas, ricos remansos.

Relembrando resplendor Rosa,

Revê Real recurso: Repartir.

 

Relutante, recusa replicar raivas,

Rememora recomendação

Representante Real reluzir: Respeitar.

 

Repara rica rota renascer.

Rápida resposta ressurge:

Repensar requer renúncias.

 

Rabisca repensando,

Repassando ricos remotos relatos relembrados:

Remédio renovar.

Resurgir resignado

requer repensados reparos,

resgate respectiva responsabilidade retidão.

 

Remido, respira respeitoso:

Repara Reflexo Resplendor.

Ri refeito.

 

Rimando, rema rumo rio Real.

Recebe reluzentes respingos, respostas...

Raiando riquezas raras realçadas, renova-se:

Rica Realização

 

poeta Devany

quarta-feira, 6 de abril de 2022

DESAFIO - "Um Poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!"

 DIA 17


Grand Corps Malade, é um poeta e intérprete de Slam francês. Uma forma diferente e muito intensa de apresentar a poesia:




segunda-feira, 4 de abril de 2022

DESAFIO - "Um Poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!"

DIA 15

São 15 dias já, 15 dias de palavras, palavras profundas, significativas, palavras que constroem, que edificam, palavras que nos guiam, que nos inspiram e hoje  palavras que nos tocam pois falam-nos daquilo que hoje, todos, tanto desejamos... Paz!

A Paz sem Vencedor e sem Vencidos

            Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Que o tempo que nos deste seja um novo

Recomeço de esperança e de justiça

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos


A paz sem vencedor e sem vencidos


Erguei o nosso ser à transparência

Para podermos ler melhor a vida

Para entendermos vosso mandamento

Para que venha a nós o vosso reino

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos


A paz sem vencedor e sem vencidos


Fazei Senhor que a paz seja de todos

Dai-nos a paz que nasce da verdade

Dai-nos a paz que nasce da justiça

Dai-nos a paz chamada liberdade

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos


A paz sem vencedor e sem vencidos


                                                   Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Dual'

 

Ode à Paz

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,

Pelas aves que voam no olhar de uma criança,

Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,

Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,

Pela branda melodia do rumor dos regatos,

 

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,

Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,

Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,

Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,

Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,

Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,

Pelos aromas maduros de suaves outonos,

Pela futura manhã dos grandes transparentes,

Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,

Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas

Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,

Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,

Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.

Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,

Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,

Abre as portas da História,

                                                             deixa passar a Vida!

 

Natália Correia, in "Inéditos 

domingo, 3 de abril de 2022

DESAFIO - "Um Poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!"

 DIA 14

Voz aos nossos alunos/autores...


A Família e a Flor


A Família é uma flor

De várias cores e tamanhos

Pode ser cheirosa ou com fedor

Mas o que importa é o amor


Há dias em que a Família tem cor

Noutros dias é um céu cinzento

Mas valha-nos o bom humor

Porque o que importa é o amor


Família grande, pequena, seja ela o que for

Bela ou igual ao Shrek

Não importa o que veem ao redor

Porque o que importa é o amor


Assim como o cato é verde, a flor tem cor

Que nasce cresce e morre no seu tempo

Família é espinho, família é amor

a família é como uma flor

                                                                      Gonçalo Pereira  - 8ºB




Música 

 

Num barco está ela a navegar, 

Num carro a conduzir, 

Num avião vai ela a planar, 

As pessoas não para de seduzir. 

 

De lugar em lugar,  

Sente-se, escuta-se e vive-se  

Desde um pequeno ruído

A uma acústica poesia. 

 

Tantos sentimentos ela contém: 

Tristeza, alegria, paixão. 

Às vezes lembra apenas 

Uma nostálgica sensação. 

 

Quando a música aparece 

Muda e encanta o nosso dia. 

Queremo-la em qualquer parte 

Pois sempre nos transmite magia. 

                                                                       Rafael Costa - 8ºB




sábado, 2 de abril de 2022

DESAFIO - "Um Poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!"

 DIA 13

António Gedeão



Lição sobre a água

Este líquido é água.

Quando pura

é inodora, insípida e incolor.

Reduzida a vapor,

sob tensão e a alta temperatura,

move os êmbolos das máquinas que, por isso,

se denominam máquinas de vapor.

 

É um bom dissolvente.

Embora com exceções mas de um modo geral,

dissolve tudo bem, ácidos, base e sais.

Congela a zero graus centesimais

e ferve a 100, quando à pressão normal.

 

Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,

sob um luar gomoso e branco de camélia,

apareceu a boiar o cadáver de Ofélia

com um nenúfar na mão.

 

Poema de ser ou não ser

São ondas ou corpúsculos?

Sim ou não?

São uma ou outra coisa, ou serão ambas?

São "ou" ou serão "e"?

Ou tudo se passa como se?

Percorrem velozmente órbitas certas

as quais existem só quando as percorrem.

Velozmente. Será?

Ou talvez não se movam, o que depende

do estado em que se encontre quem observa.

Assim prosseguem rotineira marcha

na paz podre do tempo.

Oh! O tempo!

Até que, de repente,

por exigências igualmente certas,

num sobressalto histérico,

saltam da certa órbita

e vão fazer o mesmo noutra certa

tão certa como a outra.

E assim prosseguem

na paz podre do tempo.

Eis senão quando,

como

pedra num charco ou estrela que deflagra,

irrompem no vazio,

e o vazio perturbado afunda-se e alteia-se

e em esferas sucessivas, pressurosas,

vão alagando o espaço próximo

depois o mais distante,

e seguem sempre, sempre, avante, sempre avante,

em quantas direções se lhe apresentam.

Sim, ou não?

Estou à janela

e vejo muito ao longe a linha do horizonte.

Ser ou não ser?

Eis a questão.

 

Fala do Homem Nascido

(Chega à boca da cena, e diz:)

 

Venho da terra assombrada,

do ventre de minha mãe;

não pretendo roubar nada

nem fazer mal a ninguém.

 

Só quero o que me é devido

por me trazerem aqui,

que eu nem sequer fui ouvido

no acto de que nasci.

 

Trago boca para comer

e olhos para desejar.

Com licença, quero passar,

tenho pressa de viver.

Com licença! Com licença!

Que a vida é água a correr.

Venho do fundo do tempo;

não tenho tempo a perder.

 

Minha barca aparelhada

solta o pano rumo ao norte;

meu desejo é passaporte

para a fronteira fechada.

Não há ventos que não prestem

nem marés que não convenham,

nem forças que me molestem,

correntes que me detenham.

 

Quero eu e a Natureza,

que a Natureza sou eu,

e as forças da Natureza

nunca ninguém as venceu.

 

Com licença! Com licença!

Que a barca se fez ao mar.

Não há poder que me vença.

Mesmo morto hei-de passar.

Com licença! Com licença!

Com rumo à estrela polar.