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segunda-feira, 11 de maio de 2026
quinta-feira, 13 de março de 2025
Apresentação do livro "O meu primeiro conto" pela turma do 6ºB1
No dia 11 de março, a turma do 6º B1 recebeu na biblioteca os colegas das turmas de 6º e 5º anos para apresentarem os seus contos. Cada aluno deste turma criou um conto com recurso à IA e a criação de um objeto símbolo da sua narrativa, criado na impressora 3D. Este projeto foi desenvolvido no âmbito da Leitura Recreativa e a compilação de todos os contos deu origem ao livro digital "O meu primeiro conto".
Assim que possível, o livro será impresso e assim poderemos também ter um exemplar físico na nossa biblioteca.
Parabéns aos nossos pequenos autores!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
Entrando no espírito do Natal com o eco do Dia da Gentileza na EBS de Coronado e Castro...
Conto Redondo – EBS de Coronado e Castro
“GENTILEZA GERA PAZ, PAZ GERA GENTILEZA”
Havia uma
aldeia longínqua onde reinava a paz e o povo vivia feliz e tranquilo. Uma
noite, ouviu-se um barulho estranho “Brum” acompanhado de um enorme clarão.
A aldeia tinha sido
bombardeada. (5.ºA)
Os aldeões acordaram assustados com o barulho e foram à janela ver o que
tinha acontecido.
Lá fora, no meio da poeira, avistaram três
vultos.
Em vez de cederem ao pânico, decidiram que era o
momento de mostrar que a verdadeira força residia na união e na gentileza. (6.ºB)
Os vultos eram nada mais nada menos do que três habitantes de uma aldeia
vizinha que queriam conquistar terras para ficarem mais poderosos.
Os aldeões reuniram-se na praça destruída e
perguntaram-lhes:
- Por que é que destruíram a nossa aldeia? Deixem-nos viver em paz!
- Paz? – disseram os três. – O que é a Paz? (5.ºC)
- Vocês não sabem o que é a paz?!
- Não, nós não sabemos! - exclamaram os vultos.
- Então nós vamos explicar-vos: a paz é deixarem-nos viver felizes, sem
conflitos. Entendem? A paz vem depois das tréguas. É o caminho para a
liberdade.
- Mas já faz muito tempo que vivemos em conflito na nossa aldeia. Já não
temos mais nada para destruir – afirmaram os três invasores. (5.ºB)
Os três
invasores apontaram as armas aos aldeões, que saíram a correr a sete pés para
dentro de suas casas.
Os
minutos que se seguiram foram de grande tensão. No ar ouviam-se os disparos
contínuos das armas e os gritos de terror que quebravam o silêncio da aldeia.
Até que alguém saiu para confrontar os invasores e nunca mais foi visto… (7.ºA)
Então,
os aldeões juntaram-se para procurar essa pessoa. Depois de algum tempo avistaram
um outro vulto que disse:
-
Eu venho em paz!
Os
aldeões estranharam, mas foram ter com ele e alguém exclamou:
-
Esta cara não me é estranha!...
Foi,
então, que toda a gente reparou que o vulto era o aldeão desaparecido. Este
contou tudo o que se passou no tempo em que viveu na outra aldeia e relatou
todos os planos que os invasores tinham contra a aldeia. (6.ºA)
O aldeão referiu também
que, na verdade, não queriam fazer uma guerra, mas o rei malvado, ganancioso,
obrigou-os porque desejava ter um território maior.
Na aldeia da paz,
lembraram-se que, já no passado, estas duas aldeias tiveram desavenças que se
resolveram com muito diálogo de que resultou o “Tratado da Gentileza”. (8.ºD)
Depois da assinatura desse tratado, a
aldeia reconstruiu o seu território e nasceu uma nova era de paz que foi longa.
Atualmente, a aldeia estava desejosa
de saber os planos do rei malvado para se defender. Ficaram a saber que os inimigos
tencionavam apresentar um suposto tratado de paz, oferecendo um vinho como
sinal de confiança e reconciliação. No entanto, o aldeão sabia que as intenções
não eram boas. O vinho era envenenado porque pretendiam dizimar toda a
população e assim conquistar a aldeia. (8.ºC)
- A sério! Que audácia!
- Estou chocado!
- Mas que barbaridade é
essa! - exclamaram os aldeões.
Os aldeões não ficaram por aqui. Reuniram o Conselho dos Anciões, no qual o aldeão anteriormente capturado participou, pois ninguém conhecia melhor a outra aldeia como ele e começaram a elaborar um plano para sabotar o plano da aldeia vizinha. O que ninguém sabia é que o aldeão era, na verdade, o Rei malvado e ganancioso… (8.ºB)
O rei malvado ouviu
atentamente os planos dos aldeões para poder preparar as suas tropas. E fez
isso, porque queria expandir a sua aldeia para se tornar num reino maior.
Quando acabou a reunião,
o rei malvado saiu a correr e foi contar ao general do seu exército. (6.ºD)
Mas, pelo caminho, mudou
de ideias e foi ter com o verdadeiro aldeão que estava preso. Os dois
conversaram longamente e o rei gabou-se das informações que tinha obtido. De
seguida, o rei voltou à aldeia, durante a noite. Contudo, houve um aldeão que
estava a vigiar o caminho do monarca, escondido em cima de uma árvore… (6.ºC)
Desconfiando de que
aquele poderia não ser o aldeão desaparecido ou até um aliado do rei malvado, o aldeão que havia
vigiado o caminho do rei, continuou a vigiá-lo durante dias e noites, sem
ninguém se aperceber e recolhendo toda a informação que julgava pertinente para
esclarecer todas as suas suspeitas.
Até que uma noite decidiu
agir… (8.ºA)
Seguiu o rei até à aldeia vizinha.
Lá, descobriu que o homem que julgava ser o seu amigo, era, na realidade, o
invasor! Chocado, o aldeão regressa a casa e procura o Conselho de Anciões. Apresenta
todas as informações e provas que recolheu durante as suas horas de vigia.
Depois de ouvir o espião, o Conselho decide elaborar um plano para iludir o rei
malvado. (7.ºB)
Decidiram convidar o falso aldeão
para um lanche com o objetivo de o pôr ao corrente do plano de defesa contra os
invasores da aldeia vizinha. Mal o Rei chegou, foi recebido pelo Conselho de
Anciões que, prontamente, o pôs ao corrente dos seus planos. O que o Rei não sabia
era que este encontro não passava de uma manobra de diversão, criada pelos seus
inimigos para resgatar o verdadeiro aldeão. (7.ºC)
Entretanto, surge um estranho vestido de Romeiro que
surpreende uns e outros. Ao Rei Malvado, esta figura faz lembrar um certo
prisioneiro; aos aldeões, este misterioso vulto recorda alguém querido. No
tumulto das dúvidas, um corajoso ancião ergue-se e pergunta:
-
Quem és tu?
O
Romeiro, num profundo silêncio, aponta para o velho, esquecido e desrespeitado
“Tratado da Gentileza”. (11.ºA)
Após este gesto, o Conselho apercebeu-se que aquele era o
aldeão desaparecido.
No meio desta confusão, o Fidalgo, fiel
amigo do Rei, entra atrapalhado e diz:
- Senhor, fuja daqui! Eles sabem do seu
plano!
- Como?!- questiona-o, achando aquilo uma
barbaridade.
- O senhor tem sido vigiado por um
aldeão desta aldeia.
O rei, apercebendo-se de que não é uma
brincadeira, foge desesperado.
Com isto, o Conselho entra em grande
azáfama. (9ºA)
Ao redor, a multidão murmura baixinho,
em expectativa, enquanto todo o Conselho toca no "Tratado da
Gentileza" com uma delicadeza comovente. Nesse instante, uma criança
surge, com o seu andar desajeitado e um olhar curioso, aproximando-se sem
cerimónia. Ela observa a cena e pergunta:
- Posso ler o Tratado? (7.ºD)
-
Não, o Tratado contém assuntos confidenciais e complexos para uma criança da
tua faixa etária! – exclamou o
representante do Conselho.
Revoltada com a decisão, a criança de
uma forma sorrateira, retira, com toda a delicadeza e audácia, o Tratado da
mesa. Para não ser apanhada, foge com ele para o ler. Porém, verifica que não
concorda com bastantes assuntos que estão lá escritos, decidindo rasgar o
documento. (9.ºC)
Enquanto a pequena e ingénua criança rasgava
aquele importante papel em pequenos e numerosos pedacinhos, o representante do
Conselho, finalmente, dava-se conta da situação inimaginável:
- Maldição! O Tratado desapareceu! – exclamou o representante, levantando-se da sua grande poltrona, olhando com indignação para o local onde outrora se encontrava localizado, ou seja, no final da extensa mesa. (9ºD)
O representante do Conselho dos Anciões
apercebe-se do rastro de papéis deixado pela floresta. Notando que se tratava
do restante do pergaminho, decide seguir o caminho que levaria à criança.
Chama a atenção da cavalaria:
- Dix! Sant’Ana de Valdevês! Vejam
o que se passou. – exclamou o representante com um ar pálido e desesperado.
- O que mais se temia aconteceu… A
maldição reapareceu e o castigo sucedeu! (9.ºB)
O cenário era de terror! A criança
fora carbonizada, restando só as cinzas. A cavalaria, à procura de vestígios do
tratado, misturou as cinzas com pedaços que restavam do pergaminho. Subitamente,
por um ato de magia, tudo se transformou numa Fénix, que voou em direção à
aldeia. (11.ºB)
À medida que voaaaaava, a Fénix
libertava penas que geravam catástrofe por onde passavam, pois queimavam tudo o
que tocavam. Ao depararem-se com este cenário, os aldeões exclamaram:
- Precisamos de agir antes que
toda a aldeia seja queimada!
- Como podemos reverter o feitiço?
Subitamente, uma pena dourada e
reluzente cai, precisamente, em cima da mesa onde outrora tivera sido assinado
o Tratado da Gentileza. Então, o representante do Conselho diz:
- Já sei o que havemos de fazer! Este é o
sinal! Com esta pena iremos reescrever um novo Tratado! (12.ºA)
Assim, o representante do
Conselho, com luvas especiais para não se queimar, pegou na pena dourada e
mágica da Fénix e começou a reescrever o Tratado da Gentileza. A pobre criança
não podia ter sido sacrificada em vão!
Agora só faltava a concordância do
rei da outra aldeia para restabelecer a paz e a harmonia que outrora reinara
nas aldeias. (10.ºB)
Preparavam-se para ir em busca do
consentimento do rei, quando, de repente, surge uma mulher. Gritos de desespero
e aflição são a única coisa que entoa na sala. Gisela, nome da mulher em
questão, era a mãe da sacrificada criança e estava determinada a fazer com que
a morte do seu amado filho não tivesse sido em vão. A pobre mulher revela,
então, que a criança era, na verdade, fruto de um amor proibido vivido com o
rei da aldeia vizinha há uns anos, criança essa que o Rei nem era sabedor da sua
existência. Esta afirmava ser a única capaz de fazer com que o Rei assinasse o Tratado.
E assim, com o rosto lavado em
lágrimas, foi em busca do Rei. Assim que a viu, o rosto do Rei iluminou-se e
vieram-lhe à memória lembranças passadas. Sentiu-se perplexo assim que lhe foi
contado que o filho, cuja existência desconhecia, havia morrido. Ao olhar o
rosto de Gisela, já não agia como um Rei malvado e ganancioso, mas sim como um
enamorado que faria de tudo pela mulher que um dia amara e pelo filho, fruto
desse amor. Movido pelo amor (porque convenhamos, não há ato de maior demonstração
de amor do que a cedência), este decidiu assinar o Tratado da Gentileza em
honra do seu, agora, falecido filho.
De repente, a sala silenciou-se com a entrada inesperada de uma criança, estranhamente idêntica à sacrificada, envolta em penas de Fénix.
Todos os presentes compreenderam a
mensagem - a Gentileza é capaz de devolver o Bem ao Mundo: Gentileza gera Paz,
Paz gera Gentileza! (10.ºA)
Trabalho coletivo realizado nas aulas de
Português
quinta-feira, 27 de abril de 2023
quarta-feira, 26 de abril de 2023
LEITURA EM MOVIMENTO - ECOS da REVOLUÇÃO dos CRAVOS
A Leitura em Movimento aproveitou um desafio lançado pela
Câmara Municipal que apelava à criação de textos alusivos ao 25 de abril, para
levar esta ação mais longe, dentro das paredes do nosso Agrupamento!
Assim, por estes dias, textos produzidos por alunos de 9º
ano das Escolas de Coronado e de Castro serão lidos e disponibilizados pelos
vários espaços de ambas as escolas bem como publicados nos várias canais da
Escola e Biblioteca Escolar.
Sejamos todos guardiões de abril!
“Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.”
Manuel Alegre, in 𝘖 𝘤𝘢𝘯𝘵𝘰
𝘥𝘢𝘴
𝘢𝘳𝘮𝘢𝘴
Eis alguns dos textos elaborados pelos nossos alunos...
25 de abril, sempre!
Dizem que o vinte e cinco é o
número da revolução, da liberdade, da independência. Dizem que, antes, não se
conhecia o significado destas palavras, pois eram ensombradas por outras que
faziam soar mais poderosas e intimidadoras: limitação, restrição, dominação,
submissão, controle, obediência, servidão. Dizem que houve um momento em que
tudo mudou: a guerra colonial terminou com o reconhecimento da independência
das colónias portuguesas de África, os exilados pelo regime salazarista puderam
voltar, foi aprovada a nova Constituição Portuguesa, Portugal inicia o processo
de entrada para a Comunidade Económica Europeia, … ou seja, Portugal
libertou-se do Estado Novo! Ah! Aquela terrível ditadura que António de
Oliveira Salazar instituiu na “Ocidental praia Lusitana”, neste cantinho à
beira mar plantado, foi-se.
A partir dessa data, valores como
a tolerância, a igualdade, a liberdade, a justiça, o respeito pelo próximo e a
integridade passaram a ser mais falados e tornaram-se mais importantes,
substituindo a censura, a discriminação, o medo, a injustiça, a negação, a
subjugação, a opressão …
Esse foi o momento em que o povo
lusitano, cansado da humilhação, da subserviência, da guerra e do controlo,
juntou-se aos jovens militares que já se encontravam nas ruas, com tanques e
carros blindados para fazerem “xeque-mate" ao regime salazarista. Os
soldados começaram a ocupar posições no Terreiro do Paço e abriram caminho até
ao Largo do Carmo, onde se refugiara Marcello Caetano, sucessor de Salazar.
Entretanto, este acabou por se render entregando todo o seu poder a António
Spínola.
Com o vinte e cinco de abril,
chegou a festa e a vitória. Afinal, uma democracia havia substituído uma
ditadura. E a verdade é que, nestes anos todos, depois daquela gloriosa data, o
mundo mudou e, com os tempos, mudaram as vontades de muitos, para melhor! No
entanto, parece que ultimamente, vários episódios nos deixam alerta e tentam
acrescentar enganos às esperanças do povo que fez Abril.
Hoje, a realidade, por vezes é
tão dura que, como nos tempos do fascismo, não podemos ignorar o que se está a
passar à nossa volta. Onde já se viu um povo tão heroico, virtuoso, magnífico e
ilustre, voltar a cometer os mesmos erros que cometeu em tempos? Não nos
podemos deixar cair de novo. Não nos podemos deixar levar pelas mesmas falhas,
os mesmos descuidos. Não podemos esquecer a valerosa lição que os nossos
antepassados nos deixaram com o vinte e cinco de abril. E, por isso, o povo
deve estar atento, vigilante. Não pode esmorecer, não se pode cansar de lutar,
nem de ter a coragem necessária para enfrentar quaisquer desafios que eclodam.
Temos de continuar a cantar Abril, a cantar a Liberdade, a cantar que “o povo é
quem mais ordena”. Porque, só quem viveu antes desta revolução é que sabe o que
passou; sabe o que é sentir dor, sentir-se oprimido e preso. Este é um ligeiro
fardo, que temos de carregar por aqueles que carregaram um muito maior, ambos
em prol deste bem maior: o de libertar as gerações futuras de serem censuradas,
controladas e oprimidas. Mas, para isso, também temos de contribuir,
relembrando este feito incrível e protegendo os valores que com ele aprendemos,
a todo o custo, de possíveis ameaças que apareçam, pois, o futuro pede novos
desafios todos os dias e, para os enfrentar, precisaremos de união, caráter e
exemplo como fizeram a geração dos que, em 1974, estiveram na linha da frente.
Graças a essa união, somos um País melhor.
Graças aos nossos antepassados, somos uma Nação melhor. Graças ao vinte e cinco
de abril, conquistamos valores pelos quais vale a pena viver. Um dia de revolta
que tem somado dias e dias de vitórias até hoje... Esta revolução abriu-nos o caminho da
Liberdade! Para que possamos continuar a percorrê-lo é imprescindível o
respeito pelas liberdades públicas e pelos direitos cívicos! Que nunca
permitamos que seja de outra forma!
25 de abril, sempre!
Rafael Costa, 9ºB
25 de Abril
O 25 de abril de 1974 é uma data
histórica em Portugal. Foi nesse dia que se deu o fim de um regime ditatorial
que governava o país há quase 50 anos.
A “Revolução dos Cravos”, como
ficou conhecida, começou com um golpe militar que foi liderado por um grupo de
militares de baixa patente, insatisfeitos com a situação política e social de
Portugal.
O movimento assumiu proporções
maiores e ganhou o apoio do povo português, que saiu às ruas para apoiar a
revolução. O clima era de festa e alegria, muitas pessoas distribuíram cravos
aos militares como símbolo de paz e de união.
Com o fim do regime autoritário
de Salazar, Portugal passou por uma fase de reorganização política e
democrática. Novas eleições foram realizadas e uma nova Constituição foi
elaborada. A liberdade de expressão e de imprensa foram garantidas e sindicatos
e partidos políticos de oposição foram legalizados.
Apesar das dificuldades
enfrentadas nos primeiros anos após a Revolução, a população portuguesa
conseguiu superar os desafios e consolidar a democracia no país. Portugal é
hoje um exemplo de um país livre e democrático.
Esta data é uma data histórica em
Portugal, pois marca o fim da ditadura salazarista e a conquista de várias
liberdades e direitos. Alguns dos direitos recuperados incluem: liberdade de
expressão e de imprensa, liberdade religiosa, direito à greve e à manifestação
pacífica, direito à organização sindical, direito ao divórcio, igualdade de
direitos para homens e mulheres, direito à educação gratuita e obrigatória até
ao 12ºano, direito ao trabalho e à escolha de profissão sem discriminação,
direito à saúde e à segurança social e o direito a uma habitação digna e acesso
à terra. Todos estes direitos foram integrados na Constituição de 1976, que foi
aprovada após a revolução.
O 25 de abril é celebrado
anualmente em Portugal como feriado nacional e é lembrado como um marco
importante na história do país. É uma data que celebra a luta por liberdade e
democracia, que foi travada por uma geração de portugueses que acreditaram na
mudança e na possibilidade de um futuro melhor para todos.
Afonso Coelho, nº1,
9ºC1
Viva a Liberdade!
Abril, sempre!
O 25 de Abril é uma data bastante
importante e que deve ser relembrada para sempre. Este dia deu a liberdade a
Portugal e aos portugueses e, no entanto, parece que, ultimamente, os seus
valores têm vindo a sofrer alguns atropelos.
O Movimento das Forças Armadas
liderou esta revolução com grande parte do povo, tendo a reação do regime
vigente sido praticamente inexistente. Segundo relatos, houve poucos mortos e
feridos por isso foi uma revolução pacífica em relação às de outros países e
outros momentos da nossa história. Todos sabemos como as revoluções podem
causar mortes e feridos inocentes às centenas, para além de deixarem os países
intervenientes de rastos, a nível político, social e económico. A revolução que
derrubou o regime de António de Oliveira Salazar, um dos nomes mais marcantes
da história de Portugal, teve início de madrugada e as músicas que marcaram o
início dessa revolução foram canções de Zeca Afonso e Paulo de Carvalho que
passaram nas rádios portuguesas algumas horas antes do acontecido. Como
sabemos, a reação do regime foi lenta e muito pouco eficaz visto que foi
derrubado. Alguns dos orgãos deste regime como, por exemplo, Marcelo Caetano, o
presidente do Conselho de Ministros, refugiou-se no Quartel do Carmo. Só isto,
por si, mostrava que o governo não iria oferecer muita resistência. Depois, os
militares começaram a ganhar espaço, a população foi-se juntando aos militares
e o que seria um golpe de estado passou a ser uma revolução. A certa altura,
uma vendedora de flores começou a destribuir cravos, alguns civis colocaram-no
ao peito, mas muitos soldados colocaram a flor que a vendedora lhes havia
oferecido no cabo da espingarda que carregavam e, por isso, esta revolução
ficou conhecida como revolução dos cravos. De certeza que os mais velhos
saberão esta história melhor do que eu e os mais novos, como eu, já a terão
ouvido aos avós ou pais numa qualquer reunião de família. Mas regressando ao
célebre dia 25 de abril, ao final da
tarde, Marcelo Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola que
embora não pertencesse ao Movimento das Forças Armadas não pensava da mesma
maneira que o governo acerca das colónias e, finalmente, um ano depois a
população portuguesa votou pela primeira vez em liberdade desde há muitas
décadas. Depois deste dia tudo mudou: a política, a economia, a sociedade...
Com o 25 de abril de 1974 a população começou a poder gozar férias e a
descansar , os direitos e os deveres dos homens e das mulheres foram sendo
igualados, a educação evoluiu sem constrangimentos nem assuntos proibidos ou
livros sancionados... na saúde, surgiu o
Serviço Nacional de Saúde que disponibiliza assistência médica para toda a
gente, o vestuário das pessoas mudou, passou a ser mais diversificado e a
obedecer ao estilo de cada um, a forma como a religião era vivida evoluiu tal
como os fiéis e os padres que acompanharam essas mudanças. E é por causa destas
pessoas que lutaram, algumas perdaram a vida, que hoje vivemos em liberdade!
Atrevo-me a dizer que a liberdade é, talvez, dos bens mais preciosos que o ser
humano pode ter, por isso, devemos sempre lembrar este dia que mudou
completamente Portugal e as gentes deste país! Se nos deixaram este fantástico
legado, cabe-nos a nós, jovens, fazer de tudo para honrarmos esta dádiva e
nunca permitirmos que ela nos seja roubada!
Como diz a canção:
“Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.
Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.”
Viva a liberdade!
Abril, sempre!
Rui Paiva, 9ºB
25 de Abril
O 25 de abril é uma data
histórica muito importante para o povo português. Neste dia, em 1974, Portugal
viveu uma revolução que marcou o fim do regime autoritário e ditatorial do
Estado Novo. Esta revolução representou um momento decisivo na História de Portugal,
pois permitiu a conquista de importantes liberdades e direitos para os
portugueses, bem como o desenvolvimento do país em diversos setores.
Antes do 25 de abril, Portugal
era um país marcado pelo autoritarismo, pela censura, pela falta de liberdade
de expressão e pela ausência de democracia. O Estado Novo, liderado pelo
ditador António de Oliveira Salazar, controlava todos os aspetos da vida dos
portugueses, desde a política até à cultura e à religião. O país vivia num
clima de opressão e repressão, com milhares de pessoas a serem presas,
torturadas e exiladas por expressarem opiniões contrárias ao regime.
A economia portuguesa também
sofria com a política do Estado Novo. O país estava isolado do resto do mundo,
com uma economia baseada em setores tradicionais, como a agricultura e a pesca.
O sistema político autoritário e fechado ao exterior criou uma sociedade
estagnada e sem oportunidades, em que muitos jovens não conseguiam encontrar
emprego e muitas famílias viviam na pobreza.
No entanto, com o 25 de abril,
Portugal iniciou uma nova era na sua História. A revolução trouxe consigo
importantes mudanças políticas, económicas e sociais. Foi criado um governo
provisório, liderado pelo general António de Spínola, que se comprometeu a
conduzir o país para a democracia e a promover reformas económicas e sociais.
Uma das conquistas mais
importantes da revolução foi a consolidação da democracia e da liberdade de
expressão. O país viu o fim da censura, a libertação de presos políticos e o
estabelecimento de eleições livres e justas. Os portugueses puderam finalmente
expressar livremente as suas opiniões e participar ativamente na vida política
do país.
Outra importante mudança ocorrida
após o 25 de abril foi a modernização da economia portuguesa. O país abriu-se
ao mundo, investindo em novas indústrias e na educação. O governo criou
políticas sociais para ajudar a combater a pobreza, como o Serviço Nacional de
Saúde e a Segurança Social.
A revolução de 25 de abril também
permitiu que Portugal se aproximasse de outros países europeus e desenvolvesse
novas parcerias internacionais. O país aderiu à Comunidade Económica Europeia
(CEE), atual União Europeia, e estabeleceu relações diplomáticas com países
como os Estados Unidos da América.
Em suma, o 25 de abril foi um
momento decisivo na História de Portugal, pois permitiu ao país conquistar
importantes liberdades e direitos para os seus cidadãos. A revolução marcou o
fim do regime autoritário e ditatorial do Estado Novo, permitindo que Portugal
iniciasse uma nova era de democracia e progresso económico e social.
Alexandre Josan, nº2,
9ºC1
Portugal, um país fechado
Portugal, um país onde a opinião
do povo não era ouvida, não era importante e muito menos podia ser expressa
livremente. Em 1974 erámos como muitos outros, um país com um regime ditatorial
chefiado por António de Oliveira Salazar. Embora afirmasse que o seu regime
pretendia restabelecer a ordem e a estabilidade nacional, o que é certo é que
também retirou a liberdade do povo português.
Portugal, antes do Estado Novo,
era um país bastante atrasado comparativamente a outros, como Espanha. A
sociedade portuguesa em 1926 era pobre e pouco instruída, vivia
maioritariamente do setor primário e secundário e a sua expectativa de vida
rondava os 35/40 anos. Possuíamos uma das mais elevadas taxas de fecundidade da
Europa mas a mortalidade infantil era muito elevada. A educação não era uma
prioridade, tínhamos uma das mais elevadas taxas de analfabetização da Europa
principalmente entre as mulheres, apenas uma em cada quatro sabiam ler. As
condições da população eram miseráveis e poucos tinham acesso à rede de esgotos.
Salazar quando ocupou o cargo de
ministro impôs políticas de redução de gastos, redução de investimentos em
diversas áreas, como a educação e a saúde e aumentou os impostos. Como estas
medidas mostraram melhorias no país, Salazar foi nomeado a presidente do
Conselho de Ministros. Num regime ditatorial, o povo não se podia opor ao
governo nem dar a sua opinião pois eram silenciados pela polícia da altura, a
PIDE- Polícia Internacional e de Defesa do Estado. Muitos eram presos, outros
exilados para o estrangeiro e alguns até assassinados. Muitos que foram presos
não foram encontrados depois da revolução de abril pois, segundo relatos de
pessoas que vivenciaram esta ditadura, no Tarrafal, aqueles que não fizessem o
que os superiores mandassem eram castigados. Amarravam-lhes pedras ao pescoço e
atiravam-nos ao mar. Segundo relatos, Salazar, em 1960, enviou tropas para
África a fim de defender as colónias portuguesas onde morreram aproximadamente
10 mil tropas portuguesas. Morreram devido á teimosia de Salazar, pois após a
revolução as terras foram entregues aos povos nativos. Algumas figuras que se
destacaram na oposição contra o Estado Novo nessa altura foram José Afonso
também conhecido por Zeca Afonso, um compositor e cantor português que compôs
músicas contra o regime do Estado Novo como “Grândola Vila Morena”.
No dia 25 de abril de 1974 deu-se
a Revolução dos Cravos, uma revolução rápida e pacífica. Nesta época
realizavam-se guerras contra países colonizados na África, nos quais as forças
armadas portuguesas foram forçadas a combater, gerando insatisfação também
nessa parcela da sociedade. Após a revolução, as liberdades civis foram
retomadas e outros direitos conquistados, como o de votar. Os países africanos
passaram por processos de independência e uma nova Constituição entrou em vigor
em Portugal.
Portugal desde 1974 até hoje
desenvolveu bastante em termos políticos, económicos e sociais, mas as
ideologias presentes em alguns partidos atuais portugueses começam a
assustar-nos um pouco pois assemelham-se às ideologias de uma ditadura.
Portugal após estes anos todos
voltará a uma ditadura? Não podemos permitir que tal aconteça! 25 de abril,
SEMPRE!
Tatiana Pinto, 9B
25 De Abril
Dia 25 de Abril
É um dia muito importante
Uma revolução aconteceu
Com um nome marcante.
Revolução dos cravos
Assim se chamou
Com várias pessoas
Um hino se cantou.
Grândola Vila Morena
Assim foi chamado
Por tantos foi vivido e cantado
Ainda hoje vivemos o seu legado.
Saímos do Estado Novo
E um futuro esperançoso se avistava
Era muita a vontade de mudar
Para a liberdade se alcançar.
A cada circunstância
Um cravo era usado
Marcávamos a história
Seguindo o seu chamado.
A mudança era evidente
E a democracia iniciada
Esperávamos a liberdade
Nos jornais a notícia circulava.
Salazar derrotado
O povo é quem mais ordena
Sem a PIDE no comando
Não há medo de quem condena
Todos os acontecimentos foram importantes
Marcaram a nossa história
Anos e anos passaram
E até aos dias de hoje cantamos vitória.
Hoje, tenho uma vida
melhor
Pois tenho liberdade de expressão
Digo o que penso sem ser censurada
Mas antigamente não tinham a mesma opção.
Espero que a liberdade conseguida
Não seja de todo perdida
Pois sempre foi a luta do povo
Que nos trouxe um mundo novo.
Matilde Neves, nº17 6º
B1
A revolução dos cravos
Em 25 de abril de 1974 deu-se um
acontecimento muito importante conhecido como a Revolução de Abril, um episódio
da História de Portugal resultante de um movimento militar, político e social.
Na minha opinião, não conseguiria imaginar
este nosso país, este nosso cantinho à beira-mar plantado, sem este
acontecimento. Poderíamos estar num pior estado ou até mesmo num melhor do que
o atual. Nunca saberemos, embora uma certeza possa ter... uma ditadura nunca é
um caminho a considerar!
O 25 de abril veio trazer para
Portugal algo que todos sentíamos falta, a nossa liberdade, liberdade para nos
expressarmos, opinarmos, falarmos, criticarmos e também muito importante a
liberdade de escrevermos e deixarmos no papel, para a posteridade, a nossa
visão do mundo. Até esta altura muitos livros eram censurados, muitos eram os
excertos que eram suprimidos, as pessoas sentiam-se constantemente perseguidas
e enclausuradas. Não tinham direito ao voto livre, nem à saúde ou educação,
algo essencial para se ser um bom cidadão. Vivíamos cheios de medo,
oprimidos...
O povo português tinha medo da
PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) e da Censura, e por isso, a
maior parte agia de forma a não perturbar o regime vigente, embora houvesse
alguns “corajosos” que demonstravam a sua revolta e acabavam sofrendo as
consequências. Foram estes corajosos que, sorrateiramente, foram semeando os
valores da revolução que culminou no 25 de abril, um dia que ficará na memória
de todos e que não pode morrer! Cabe-nos a nós, jovens, continuar a levar a
voz, a ação e os valores de abril longe... Cabe-nos a nós, jovens, ser os guardiões
de abril!
Sim à LIBERDADE, hoje e
sempre!
Cláudio Almeida, 9ºA
O meu olhar sobre o 25 de abril
A “Revolução de 25 de abril”,
também conhecida como a “Revolução dos Cravos”, foi um movimento
político-militar que aconteceu em Portugal, em 1974, e que terminou com cerca
de 50 anos de ditadura, o Estado Novo. Assim, pôs fim a décadas de censura,
perseguição política e repressão, dando início à democracia em Portugal.
Do meu ponto de vista, esta
revolução foi muito impactante, não só para a época, mas também para a
atualidade, na medida em que nós, jovens, não teríamos os direitos e a
liberdade de expressar as nossas opiniões se nada disto tivesse ocorrido.
Para além disso, esta revolução
repôs o prestígio das Forças Armadas, que lutaram pela democracia e pelo fim da
guerra colonial, levando à descolonização.
Com “o 25 de abril”, as pessoas
conquistaram muitos direitos que, no anterior regime, lhes estavam vedados,
como, por exemplo, ao nível da educação, da saúde e do trabalho. Uma das
conquistas que considero mais importante foi o facto de se poderem realizar
eleições livres, com vários partidos, e tanto homens como mulheres, a partir
dos 18, poderem votar.
Após ouvir o testemunho da minha
avó, professora naquela época, posso dizer que, na educação, algumas coisas
também mudaram, nomeadamente a escolaridade obrigatória para rapazes e para
raparigas, o aumento do número de escolas e uma melhoria de salário para os
professores. Como podemos ver, esta Revolução deu muita importância à educação
de todos os jovens que puderam, assim, alargar os seus horizontes e
conhecimentos.
Uma outra medida implementada
pelos democratas foi o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que permitiu
assistência médica a uma maior percentagem da população, rica ou pobre.
Não menos importante, foram as
melhorias ao nível do trabalho, fonte de sobrevivência da população portuguesa:
aumento dos salários, existência de um salário mínimo e de reforma, diminuição
dos horários de trabalho, melhoria das condições de trabalho, direito à greve e
também a eliminação da discriminação de género, ou seja, a mulher passou a ter
oportunidade de escolher entre ficar em casa ou trabalhar.
Não podia terminar, sem antes
falar sobre a liberdade de expressão conquistada com este movimento – passou-se
da censura, da perseguição e do medo generalizado nas conversas, para os
diálogos abertos, escritas livres e opiniões discordantes.
Em suma, as conquistas de abril
foram um marco histórico para o povo português e representaram um avanço
significativo em termos de liberdades, direitos e garantias para todos os
cidadãos.
Alexandre Rodrigues
Areal, nº1, 9ºA1
25 de ABRIL de 1974
Ainda me lembro como se fosse ontem...
Mas para vos conseguir explicar tudo, vou recuar até à véspera, dia 24 de abril
de 1974. Era uma quarta-feira normal, mas mal eu sabia que seria o último dia
desta ditadura tão sofrida. Tinha acordado cedo, perto das 6:30 da manhã, pois
o meu trabalho começava às 7:30. Mal o despertador tocou, levantei-me, tomei um
duche rápido, pus o meu uniforme de trabalho (na altura trabalhava na
construção civil), e tomei o meu pequeno-almoço, que era sempre o mesmo: uma
reles cevada e um pão com manteiga. Logo de seguida, saí de casa. O Sol estava
radiante, o que me impressionou. Fui de bicicleta, pois não tinha carro,
naquela altura não era comum ver carros a toda a hora, como na atualidade. Os
lugares por onde eu passava todos os dias para chegar ao trabalho eram
magníficos! Espaços muitos verdejantes, cobertos de árvores frutíferas e flores
de várias espécies. Também já se ouviam alguns pássaros, devido à chegada da
primavera. Cheguei ao trabalho, perto das 7:25, como era habitual. Lembro-me de
estar a construir um prédio com quatro andares ao lado do Quartel do Carmo,
perto de onde eu vivia, em Lisboa. Tive um dia de trabalho normal. A obra já
estava quase concluída, só precisava de uns retoques finais. Saí do trabalho às
16:30, mas todas as quartas-feiras eu e os meus colegas de trabalho íamos a um
café que tinha lá perto e descontraíamos um pouco enquanto comíamos o que
restava na sacola. Ficávamos sempre por volta de uma hora, e perto das 18:00 eu
chegava a casa. Naquela tarde, como não tinha nada para fazer, fui para um dos
jardins por onde costumava passar sempre. Era o meu favorito. Era enorme,
coberto por várias árvores e plantas diversificadas, no centro, um lago chamava
a atenção das crianças que brincavam por lá. Dei uma caminhada, de uma forma
relaxada, tentando aproveitar cada segundo. A brisa do vento a bater-me na
cara, o ruído da voz das crianças a brincar, o cheiro das flores, os pássaros a
cantarolar em cima das árvores, o céu limpo e azul, parecia algo até surreal,
de tão bom que era, num tempo em que tudo era controlado. O tempo passou, e era
hora de ir para casa. Regressei por volta das 19:15 e comecei a preparar o meu
jantar. Eu gostava de jantar cedo para poder descansar cedo, era um hábito meu.
Quando me sentei para comer, liguei o rádio para me pôr a par das notícias, mas
acabei por adormecer. De repente, comecei a ouvir uma emissão diferente do
normal e surgiu uma agitação anormal nas ruas. Fui ver as horas no meu relógio,
e era de madrugada, o que me intrigou mais. Comecei a prestar mais atenção ao
rádio para tentar perceber o que estava a acontecer. Estava a tocar uma música
proíbida pelo estado, “Grândola Vila Morena”, não só na estação que eu estava a
ouvir, mas em todas as estações de Portugal. Saí à rua, e deparei-me com as
forças armadas, que se dirigiam para o Quartel do Carmo. Apareceram jipes,
tanques de guerra, homens armados, e por aí em diante. Foi aí que finalmente
percebi o que estava a acontecer: uma revolução contra o Estado Novo tinha
acabado de começar. Comandados por Salgueiro Maia, capitão do exército
português, instalaram-se à frente do quartel, onde se encontrava refugiado
Marcelo Caetano, o presidente do Conselho de Ministros. De armas e tanques
apontados, pouco demorou para se renderem. E foi assim que, finalmente, terminaram
41 anos de ditadura. Havia uma enorme felicidade de Norte a Sul de Portugal.
Subitamente, enquanto os militares eram saudados, surge uma mulher, Celeste
Martins Caeiro que trabalhava num restaurante e começa a colocar cravos nos
canos das armas. Pelo que ouvi dizer, seriam para comemorar o 1º ano de
abertura do restaurante, entregando um cravo a cada cliente, mas devido à
revolução, o restaurante não abriu e ela, de forma surpreendente e astuta,
distribuiu-os pelos militares. O cravo simbolizava a força, o amor, a paixão e
a vitória de grandes lutas, tais como esta. E foi assim que no dia 25 de ABRIL
de 1974, Portugal se tornou um país
livre! Que assim seja, sempre!
Pedro Silva, 9ºB
25 de Abril de 1974
25 de Abril de 1974, o dia que
mudou a vida dos portugueses e lhes devolveu a liberdade após quarenta e oito
anos de submissão à ditadura salazarista, um tempo de escuridão, de terríveis
silenciamentos e de profundas humilhações, uma época em que a sociedade
portuguesa era comandada pela trilogia fascista: “Deus, Pátria e Família”.
Desde pequena, tal como muitos de
nós que têm familiares que vivenciaram este dia, ouço histórias contadas pelos
meus avós sobre o que se vivia naquela altura. O meu avô fala-me da
inconstância e inquietação que é viver longe de casa durante uma revolução tão
importante como a que celebramos, uma vez que foi destacado para defender as
colónias Portuguesas na Guerra do Ultramar deixando no continente a sua esposa
que estava grávida.
Foi neste dia, 25 de Abril de
1974, que se redefiniram as linhas da liberdade.
A assistência médica passou a
estar acessível a todos, foi ampliado o período da licença de maternidade e
foram criadas consultas de planeamento familiar.
A educação foi democratizada e as
mulheres tiveram acesso ao ensino superior, às carreiras de magistratura
judicial e do ministério público.
Os Portugueses começaram a falar
livremente e a manifestar as suas opiniões publicamente sem medo de serem
perseguidos.
Portugal fixou uma remuneração
salarial mínima que vai subindo ao longo do tempo. Os trabalhadores passaram a
ter direito a subsídios suplementares de férias e alimentação. Foram
estipuladas horas de trabalho semanais e os trabalhadores passaram a ter
direito a greves e à criação de sindicatos.
O casamento católico passou a
poder ser anulado pelo divórcio civil e foram abolidas todas as restrições
sexistas que incapacitavam as mulheres de votar.
Quase 50 anos após uma das
revoluções mais importantes da história portuguesa, há quem considere o 25 de
abril um projeto inacabado e a liberdade uma luta contemporânea que todos
devemos trabalhar para alcançar.
Ergamos, portugueses, os cravos
vermelhos, que simbolizam a ausência de derramamento de sangue, em honra ao
nosso país e àqueles que lutaram por ele.
“25 de Abril sempre, fascismo
nunca mais”
Bia Garcia, º 4, 9ºB1
25 de Abril
O “25 de Abril” marcou um tempo
novo, permitindo que Portugal florescesse, rompeu com o “status quo” que
permitiu novas oportunidades para um novo equilíbrio.
A liberdade do “25 de Abril” era
a de viver dignamente, com saúde para toda a gente, educação para todas as
crianças e a de tomar nas mãos o destino das nossas vidas.
A liberdade de romper com
praticamente meio século de fascismo que nos havia levado, até à década de
1970, com aproximadamente metade da população a viver na pobreza, sem uma
habitação decente e inúmeras pessoas sem saber ler nem escrever. No trabalho,
as mulheres ganhavam menos cerca de 40% que os homens; a mulher não podia
viajar para o estrangeiro sem autorização do marido; o aborto era punido em
qualquer circunstância. Além disso, a pensão paga aos trabalhadores rurais era
muito baixa e com diferenciação entre mulheres e homens.
Com a Revolução procurou-se
melhorar as condições de vida e de trabalho da população e mitigar as
desigualdades e barreiras à liberdade. Apesar de ainda haver um longo caminho a
percorrer no que diz respeito à desigualdade de género, o “25 de Abril” trouxe
consigo algumas mudanças para as mulheres, sociais e familiares- o acesso à
licença de maternidade, o direito ao voto, a possibilidade de exercerem um
cargo político, diplomático ou na magistratura, de se poderem divorciar, de
terem os mesmos direitos na educação dos filhos, de se poderem casar com quem
queriam, de poderem trabalhar sem autorização do marido.
Por fim, as pessoas conquistaram
o direito à liberdade de expressão, já não precisavam temer serem perseguidos
pela PIDE, podiam exprimir-se e divulgar livremente, sem impedimentos, o seu
pensamento, ou seja, as suas ideias, críticas, pontos de vista e convicções.
O “25 de Abril” foi um marco de
viragem na nossa história, mas a história é aquela que continuamos a escrever
todos os dias, lutando diariamente por uma sociedade melhor, para nós e para
aqueles que lhe derem continuidade. A liberdade a sério só existirá quando
todos formos livres para existir, sem pedir licença, e viver uma vida sem
distinção de género.
É importante rever o passado para
dar valor ao presente e lutar constantemente por um futuro melhor, mais
igualitário, mais democrático e respeitador da liberdade de pensamento.
Mariana Pinheiro, nº
13, 9ºA1
quarta-feira, 8 de março de 2023
O Dia da Mulher pelo olhar e as palavras dos alunos do 6.ºC
segunda-feira, 6 de março de 2023
Desafio de escrita "E se pegássemos na caneta?" - 4ª edição
A Semana da Leitura que decorre
de 6 a 10 de março é um momento de celebração da leitura em que contamos com o
envolvimento de todos. Para isso preparámos atividades para todos os gostos. É
só escolher e participar!
Uma das propostas que temos é a 4ª edição do
desafio “E se pegássemos na caneta?”
Desta feita sugerimos que observem a imagem que aqui vos
deixamos e que as vossas canetas se expressem livremente tecendo considerações
sobre o que essa imagem vos transmite….
Enviem-nos os vossos textos até ao dia 17 de março num
ficheiro word. Posteriormente faremos a divulgação e quem sabe haverá alguns
prémios para os textos mais criativos... Ficamos ansiosamente a aguardar a
magia produzida pelas vossas canetas, e desejamos que mais uma vez se divirtam!
Está aberto a todos: alunos, professores, assistentes operacionais e assistentes
técnicos assim como às famílias!
Os texto devem ser enviados para : docastrobiblioteca@gmail
.com
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
UMA NOVA "CARA" PARA " O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" de Jorge Amado
No 8º
ano, no âmbito de Leitura Recreativa, os alunos das quatro turmas da Escola Básica e Secundária de Coronado e Castro, respondendo
ao desafio que lhes foi lançado, apresentaram propostas para a capa de uma
eventual nova edição da obra em estudo, "O Gato Malhado e a
Andorinha Sinhá", de Jorge Amado.
Eis
algumas propostas...
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Concurso de escrita “Uma Aventura na Trofa”
Já pensaste que tu também podes
ser escritor? Que não há idade certa para começar e que hoje pode ser um
excelente dia?
Pois é, esta é uma excelente
oportunidade.
A Rede de Bibliotecas da Trofa em
parceria com a Câmara Municipal da Trofa, propõe, neste mês internacional da
biblioteca escolar, o Concurso de Escrita “Uma Aventura na Trofa”.
O concurso destina-se aos alunos que frequentam o ensino na
Trofa e que se encontram matriculados nos 3º, 4º 5º, e 6º anos do Ensino Básico
dos Agrupamentos de Escolas da Trofa.
Serão atribuídos os seguintes prémios:
1º Prémio: 3º ano, 4º ano, 5º ano e 6º ano;
2º Prémio: 3º ano, 4º ano, 5º ano e 6º ano;
3º Prémio: 3º ano, 4º ano, 5º ano e 6º ano;
Poderão ser, ainda, atribuídas Menções Honrosas;
Todos os participantes recebem um Diploma de Participação;
O prazo para a entrega dos trabalhos a concurso decorre de 2 de novembro a 2 de dezembro de 2022.
A entrega dos mesmos deverá ser feita na biblioteca escolar “Casa de Aprender”
EBSCC e na biblioteca escolar do Castro na EBC, junto das professoras
bibliotecárias.
Os trabalhos deverão ser entregues em suporte de papel, num
envelope fechado, com indicação do concurso e inscrição do pseudónimo.
Juntamente com os trabalhos é obrigatória a entrega da Ficha
de Inscrição no concurso, devidamente preenchida, com a indicação do pseudónimo.
A divulgação dos vencedores será realizada na sessão de
abertura da Semana da Leitura da Trofa, no dia 6 de março de 2023.
segunda-feira, 7 de março de 2022
Sessão de abertura da Semana da Leitura 2022
Ler sempre, Ler em qualquer lugar! Assim abrimos a Semana da
Leitura 2022 no auditório do Forum XXI, na Trofa. O poeta e escritor João
Manuel Ribeiro, numa sessão animada e inspiradora, convidou os nossos alunos a
apaixonarem-se pela leitura, pela escrita e pela aprendizagem das palavras, que
quando namoradas, levam a bonitas histórias e a canções que todos podem
acompanhar com alegria. Boa semana da Leitura!
quarta-feira, 2 de março de 2022
Desafio de escrita "E se pegássemos na caneta?" - 3ª edição
Ler sempre
Ler em qualquer lugar
Este é o mote da Semana da Leitura este ano.
Decorre de 7 a 11 de março e este é um momento de celebração
da leitura onde contamos com o envolvimento de todos. Para isso preparámos
atividades para todos os gostos. É só escolher e participar!
A primeira proposta que temos é a 3ª edição do desafio “E se
pegássemos na caneta?”
Claro que mais uma vez trazemos novas propostas de escrita.
Desta feita sugerimos que selecionem uma das frases dos cartazes que aqui
propomos e que as vossas canetas se expressem livremente tecendo considerações
sobre o que essa frase….
Enviem-nos os vossos textos até ao dia 11 de março num
ficheiro word. Posteriormente faremos a divulgação e quem sabe haverá umas lembranças para os textos mais interessantes... Ficamos ansiosamente a
aguardar a magia produzida pelas vossas canetas, e desejamos que mais uma vez
se divirtam! Está aberto a todos: alunos, professores, assistentes operacionais e assistentes técnicos assim como às famílias!
Os texto devem ser enviados para : docastrobiblioteca@gmail
.com


